Acho que se eu não escrever hoje é melhor enterrar de vez esse blog. Mas não espere palavras sensacionais sobre grandes discos que ainda serão lançados. Não estou com vontade. Nas últimas semanas tenho ouvindo praticamente só coisas antigas. De preferência de origem negra, por favor. E sabe como é, quando você ouve muita coisa assim dá vontade de formar gangues e matar todo mundo no GTA San Andreas, mas isso já é outra história.
The Incredible Bongo Band – Bongo Rock
Esse álbum do Incredible Bongo Band é tão bom que você não vai nem querer sair pra almoçar. Talvez um refrigerante e dois sanduíches de máquina da sua empresa, no máximo. Não sei muita coisa a respeito deles. A banda nunca fez sucesso. O que sei é que um monte de gente boa no hip hop já sampleou coisas de Bongo Rock (1973), e isso é motivo suficiente pra você baixá-lo. Dica do Dago.
Marvin Gaye – What’s Going On
What’s Going On (1971) é o clássico do Marvin Gaye. Todo mundo deveria ouvir esse disco pelo simples motivo de que todas as suas músicas são maravilhosas. Baixe e ouça inúmeras vezes. (PS: o Peeping Tom toca uma versão de “Desperate Situation”, uma faixa não muito conhecida do Marvin Gaye. Assista ao vídeo aqui).
Talib Kweli – Ear Drum
Não entendo nada de hip hop. Mas gosto das batidas, dos ritmos, de tudo o que envolve esse mundo. Ser leigo às vezes é bom. Aí o mais fácil é pedir dicas pra quem entende, no caso o Parteum. Segundo ele, esse é o melhor disco do ano no gênero. Não duvido que é um dos. Não tenho argumentos pra duvidar.
17/09/2007
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2:59 PM
05/09/2007
Era pra essa banda soar como o Arcade Fire, como estão dizendo por aí? Acho que o som desse octeto norte-americano chega mais perto de um Death Cab For Cutie / Electric President do que qualquer outra coisa. Apesar dos oito integrantes (falta um na foto), o som é bem minimalista: são poucas baterias, alguns banjos, vozes sutis, teclados aqui e ali e por aí vai. Vale a pena citar o nome ridículo dado ao álbum: The Throne Of The Third Heaven Of The Nations' Millennium General Assembly. Uma pena.
O disco é calmo. Você dá o play e, quando menos percebe, já está na quinta ou sexta música e gostando do que está ouvindo. Pelo menos funcionou assim comigo na primeira vez. O que mais chamou minha atenção é que enquanto algumas bandas exageram no número de elementos usados em cada música, o Le Loup sabe exatamente como não passar do ponto (mesmo com oito pessoas). Um forte álbum de estréia, sem dúvida.
Le Loup
The Throne Of The Third Heaven Of The Nations' Millennium General Assembly
04/09/2007
Eu tenho um pouco de raiva de quem gosta de imitar todo mundo. Isso implica que tenho raiva de quase todo mundo. Porque todo mundo costuma imitar todo mundo. O Devendra Banhart imita todo mundo: Caetano Veloso, Marc Bolan (antes de virar GLAM) e o diabo a quatro. É só ouvir um álbum chamado Unicorn, do Tyrannosaurus Rex pra ver a raiva surgir. Não me leve a mal, ele é muito bom nessa arte. Gosto dos discos anteriores e nem quero me esforçar pra pensar qual deles é meu favorito. Ponto final, parágrafo novo.
Smokey Rolls Down Thunder Canyon é o quinto disco do americano com raízes venezuelanas (é isso?) e é bem bonito do início ao fim. Tem sambinhas, alguma coisa tropicalista e até mesmo alguns momentos “prog-anos-70” com guitarras perfeitamente timbradas. “Rosa” traz a voz e a guitarra de Rodrigo Amarante (Los Hermanos), que também participou de outras músicas do disco, se me permite não pesquisar essa informação mais a fundo e colocá-la aqui assim mesmo. Também fiquei sabendo que Pete Newsom (irmão da Joanna Newsom) tocou piano, teclados e cantou nesse novo trabalho.
De qualquer forma, é realmente impressionante o caminho traçado pelo Devendra até o momento. Ou não. Sei lá. Mas o novo álbum é bom, de verdade. É isso o que importa no fim das contas, certo? Imite seus ídolos, faça bons discos? Faça boas capas, desenvolva boas canções? Exagere na maquiagem, faça um show médio no Tim? Deixe a barba crescer, ganhe elogios do Caetano Veloso? A lista de perguntas é interminável.
Devendra Banhart
Smokey Rolls Down Thunder Canyon
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6:38 PM
Tags: devendra banhart
29/08/2007
O sensacionalismo jornalístico é uma técnica muito usada no campo musical. Eu mesmo, que não me considero um jornalista, me aproprio desse artifício inúmeras vezes. E é por isso que eu digo que uma das bandas mais legais dos últimos tempos é o Broken Social Scene. Dessa vez você vai acreditar, é claro. É mágico ver um monte de estrelas indies não permitirem o crescimento de seus egos a ponto de estragar o resultado final. Tenho dificuldade em encontrar palavras pra dizer o quanto gosto dos dois últimos discos do supergrupo, assim como o ainda nem lançado álbum solo do Kevin Drew, um dos membros principais do BSS.
Hoje, posto aqui o EP limitado que saiu em vinil lá fora. To Be You and Me traz sete músicas, algumas delas instrumentais e uma versão maravilhosa e mais rápida de "Major Label Debut". Enfim, se você é fã do Broken Social Scene não vejo motivos para não conferir esse EP, que vai te deixar mais leve e relaxado e que já terá acabado de tocar assim que você abrir os olhos.
Banda tocando "7/4 (Shoreline)" no programa do Conan O'Brien
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4:30 PM
Tags: broken social scene, kevin drew
28/08/2007
Já está circulando por aí (e por aqui) o novo disco do Beirut, The Flying Club Cup. Mesmo esquema do primeiro álbum e do EPzinho: belos arranjos de trompete, voz, ukelele, violinos, etc e tal. A pegada leste europeu, que já não é mais novidade, aparece um pouquinho menos presente nesse lançamento. As composições são carregadas de emoção, o que não deve desapontar quem gostou do que Zach Condon (que nessa foto se parece com meu pai em 1980) já fez até o momento.
24/08/2007
Muita dor de cabeça, pernas bambas e raciocínio lento. Litros e litros de água me farão melhor, acredito eu. Ou um disquinho. Esquizofrenia é sempre útil às sextas-feiras. Depois de um bom álbum de estréia e de um ótimo EP, os canadenses do Most Serene Republic estão de volta com Population. É a melhor coisa que eles já fizeram. Talvez por serem da turminha do Broken Social Scene, dá pra sentir uma forte influência do supergrupo nas canções da banda. Não quero dizer mais nada. Não consigo pensar. Não consigo fazer nada. Mas essa capa é maravilhosa. Tudo o que eu queria agora era passear nesse bairro inexistente feito com casinhas de brinquedo.
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3:16 PM
17/08/2007
Talvez esse disco seja lo-fi demais pra você. Talvez você não aguente a má qualidade do som. Eu não ligo, não mesmo. Mas preciso deixar ele aqui postado, porque uma vez que se consegue ignorar o fato de que a gravação é péssima, percebe-se um punhado de melodias maravilhosas e canções de fazer chorar. De Neil Young à Paul McCartney, há músicas pra todo gosto. Pra quem gosta do Dr. Dog, o Toothbrush (2002) é indispensável, não há dúvidas. É um álbum que parece ter sido encontrado em uma caixa empoeirada em um sótão qualquer na década de 60, de uma banda que era sensacional, mas que poucos davam atenção.
Vídeo da banda tocando "The Girl", do We All Belong, ao vivo no Late Late Show.
13/08/2007

Gosto muito do Akron/Family. É o tipo de banda que faz música com o coração, sem se preocupar muito com o resultado final. Seu primeiro disco é uma obra-prima. O segundo é excelente. O terceiro, apesar de médio, tem muitos bons momentos. Love Is Simple, trabalho de número quatro desses norte-americanos, é incrível. Incrível porque experimenta nas horas que deve, se arrasta – de uma forma sonoramente boa – em determinados momentos, brinda a vida com vozes e guitarras simples, mas muito tocantes e é superior ao álbum anterior de diversos aspectos. Incrível porque o embrulho é psicodélico sem ser cansativo.
Quem assistiu ao show deles aqui no Brasil certamente vai se lembrar de várias canções. Aliás, não dá pra esquecer daquela apresentação, uma das mais impressionantes dos últimos tempos em solo brasileiro. Love Is Simple se parece com o show, se assemelha com a forma na qual a banda se apresenta. O álbum traz embutido uma vontade de colocar uma camisa de lenhador e subir montanhas frias em busca dos pinheiros mais coloridos..jpg)
Akron / Family
Love Is Simple
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5:20 PM
Tags: akron/family

Conselho: vá correndo até o ótimo Má Fama (blog português que promove toda semana um excelente podcast) ouvir o programa com o Animal Collective. Vale a pena ouvir Sérgio conversando com os membros da banda, para saber um pouco mais sobre eles e Strawberry Jam, possivelmente um dos três melhores discos de 2007. Clique aqui para ouvir o podcast.
Nada a ver, mas vou colocar aqui também o clipe novo do Go! Team. A música é "Doing It Right", a melhor de Proof of Youth, na minha opinião. Colagens e mais colagens, twee encontrando o não-twee, algumas coisas de stop motion resultam num vídeo simples e legal.
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12:19 PM
Tags: animal collective, the go team
10/08/2007
Nunca foi tão verdade o título de crooner para Jens Lekman. Um verdadeiro Frank Sinatra escandinavo. Um Burt Bacharach brega e sueco. Um crooner que faz músicas pra tocar numa sauna gay cheia de europeus fortinhos dançando de toalha. E olha que isso tudo é um elogio. Difícil, mas só alguém como o Jens pra conseguir tal façanha. Depois das obras-primas When I Said I Wanted To Be Your Dog e You’re So Silent Jens, o músico está de volta com Night Falls over Kortedala.
Os arranjos estão mais impressionantes que nunca. Tudo redondinho: vozes, naipe de metais, violinos, pianos. O disco soa como a trilha sonora de um filme de férias no Hawaii na década de 80. Isso é uma coisa boa, mais uma vez. Todas aquelas coisas que em qualquer outro disco poderiam ser ridículas, bregas, feias e bobas são, na verdade, o ponto alto de cada canção do sueco. Como o saxofone à la Kenny G de “Friday Night At The Drive-In Bingo”, por exemplo.
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3:30 PM
Tags: jens lekman
Depois de ouvir o maravilhoso disco do Dragons, de 69, aproveito pra postar aqui um álbum de 1967 que acaba de se relançado. We Are Ever So Clean é o primeiro dos Blossom Toes, banda inglesa que originalmente se chamava Ingoes. Antes um twee sessentista, eles mudaram de nome e começaram a fazer um som totalmente inspirado na psicodelia da época, principalmente naquela que os Beatles faziam tão bem. Como disse o Pitchfork nesta resenha aqui, "'Penny Lane'/'Strawberry Fields Forever' parece ter acertado a banda como uma bomba de ácido", já que dá pra notar traço delas em praticamente todas as canção desse álbum. É bem por aí mesmo.
As músicas fluem com grande naturalidade do início ao fim. São bonitas, cheias de arranjos sofisticados muito bem feitos. Inovador ou não, We Are Ever So Clean é um disco leve, divertido e extremamente competente, pelo menos ao que se propõe. É sempre uma alegria descobrir um álbum assim quarenta anos após seu lançamento.
Blossom Toes
We Are Ever So Clean
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11:43 AM
Tags: blossom toes, the beatles
09/08/2007
As pessoas exigem demais dos supergrupos. Acho que todo mundo deveria parar com isso, colocar o fone de ouvido e dar o play nos discos do Loose Fur. Só isso. Ouvir sem expectativas. Não é o Wilco, nem nunca vai ser, portanto não espere ouvir uma obra-prima. De qualquer modo, gosto muito dos dois álbuns que foram lançados pelo Loose Fur até o momento: Loose Fur (2003) e Born Again in the USA (2006). Ninguém ligou muito pro disco do ano passado. Acho que as pessoas nem ouviram ele, pra falar a verdade. Não com atenção.
Born Again in the USA tem tantas faixas bonitas que eu nem saberia por onde começar. "The Ruling Class" traz um Jeff Tweedy meio country, coisa que quase não se vê mais hoje em dias nas músicas do compositor. "Answers to Your Questions", com a bela voz de Jim O'Rourke, é um folk flutuante, seja lá o que isso quer dizer. Meio tensa e nervosa, "Apostolic" é experimental e pop na medida certa. Dá vontade de chorar só de ouvir as primeiras notas de "Pretty Sparks". Enfim, cada música traz uma beleza especial. Meu pedido a você é baixar esse disco e, de quebra, levar o primeiro também, que é cheio de pepitas.
Loose Fur
Loose Fur
Loose Fur
Born Again in the USA
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11:51 AM
Tags: jeff tweedy, jim o'rourke, loose fur, wilco
06/08/2007
O gaúcho Rafael Sonic é o tipo de cara que não consegue ficar parado. Está naquele grupo de pessoas que nasceu pra compor. Além de ter sido baterista da banda Stratopumas, gravado tudo da Superguidis (com exceção do novo disco) e de ter passado uma breve temporada em São Paulo tocando com o Tradicional Rhinos (que já é um outro capítulo), o músico gravou algumas coisas sob a alcunha de Jumpers e, mais recentemente, adotou Rafael Sonic para registrar algumas coisas suas. De 2006, Trilha Infantil é como diz seu nome: músicas de fundo para peças infantis, todas muito bonitas, pode apostar. Mas hoje disponibilizo aqui Coisas do Além, e Depois, que acaba de sair do forno, simplesmente porque acho que todos devem ouvir as doze canções presentes nesse álbum.
O disco traz verdadeiras gemas pop / caipiras, que carregam influências de Renato Teixeira, Almir Sater e, porque não, Bob Dylan, Neil Young e mais um monte de sujeitos folks espalhados por aí. As canções carregam ótimas letras, melodias de encher os ouvidos, arranjos muito bem lapidados e uma honestidade difícil de encontrar nos dias de hoje. Talvez porque sou um baita caipira achei essas músicas muito bonitas. Não sei. De qualquer forma, convido você a escutar e tirar suas próprias conclusões. Minhas preferidas até o momento: “Rapaz do Interior”, “Brinca Escaleta” e “Ele Não Quer”.
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5:10 PM
Tags: folk, rafael sonic
01/08/2007

Há alguma coisa no Jeff Tweedy que faz dele uma pessoa especial. Ele pode até ser muito chato de vez em quando, pode ser um alcoólatra, socar fãs, tirar o Jay Bennett da banda, mas ele ainda é um dos caras mais fodas no mundo da música atual. Afinal, me responda: quantos artistas hoje em dia conseguem fazer um show só com um violão e voz e ainda assim se dar bem? Quem se garante dessa forma, só com um punhado de canções? Certamente são poucos e o Jeff é um deles.
No começo do ano passado o compositor, vocalista e guitarrista do Wilco fez sua primeira turnê solo, que foi registrada em vídeo pela mesma dupla que faz a série de DVDs Burn To Shine (um deles é o baterista do Fugazi). O resultado é Sunken Treasure: Live in the Pacific Northwest. Ainda não assisti ao DVD, mas posto aqui o áudio das 24 faixas lá presentes, todas sensacionais. Há músicas que nunca foram gravadas com nenhuma banda, coisas do Wilco, Uncle Tupelo e Loose Fur.
Tudo é simplesmente de tirar o fôlego quando o assunto é Jeff Tweedy. As canções são tão perfeitas que às vezes parecem de mentira. Não saberia explicar qual o sentido dessa frase. Mas eu sei que se você é um fã do Wilco como eu, vai entender cada palavra que postei aqui.
Jeff Tweedy
Sunken Treasure: Live in the Pacific Northwest
Parte I
Parte II
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5:30 PM
Tags: folk, jeff tweedy, wilco
Muito provavelmente você é preguiçoso demais pra dar play no vídeo aí em cima. Mas vamos falar um pouquinho sobre ele. Em primeiro lugar, essa música é perfeita. E eu sei que anda bem complicado botar mais um disco no meu Top 10 que já tem cerca de 50 discos, mas Spirit If..., do Kevin Drew, vai acabar entrando nessa lista de alguma forma. É um dos álbuns mais bonitos de 2007. Quanto ao vídeo, só posso dizer uma coisa: participação especial do Dinosaur Jr. Pois é. Todos eles, tocando como se fossem a banda de apoio de Kevin, tudo registrado poucos momentos antes de um show do trio em Toronto. Custou três mil dólares pra que fosse feito. Mas, como disse o próprio Kevin, uma coisa assim não tem preço. Não tem preço reunir um monte de amigos num cômodo e ver todo mundo dançando e cantando, não tem preço ver o Dinosaur Jr tocando como se fosse sua própria banda, não tem preço ver o J Mascis sorrindo. Não mesmo. Ah, e ele realmente participou da gravação dessa música. Dá pra ver pelo solinho, muito J Mascis.
As primeiras vezes que ouvi Places Like This, o disco novo Architecture in Helsinki, fiquei um tanto quanto desgostoso. Senti falta de todo aquele lado twee dos dois primeiros álbuns. Uma coisa é certa: ainda prefiro In Case We Die, mas hoje considero Places Like This sensacional e divertido. Toda a loucura dançante em suas dez faixas é bastante atraente pra mim. Esse clipe só veio provar ainda mais a capacidade da banda em fazer coisas boas. A idéia é simples e genial, e representa bem o que é o AiH: pura alegria e pouca preocupação.
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Six
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2:32 PM
Tags: architecture in helsinki, broken social scene, dinosaur jr, vídeos
31/07/2007
Três anos após o lançado do sensacional Thunder, Lightning, Strike, os ingleses do Go! Team estão de volta com Proof of Youth. Nada de novo aqui: o mesmo som de fita cassete, os vocais rápidos, as baterias meio toscas e, como definiu bem o Denem, aquela cara de trilha sonora de filmes da década de 70. Isso, entretanto, não impede que o disco seja ótimo, ainda que não tão marcante quanto o primeiro.
São onze faixas que passam voando, perfeitas para uma festa cheia de nerds, negões e japas, todos dançando e fazendo, no ar, as típicas viradas de bateria do Go! Team. Uma mistura de The IT Crowd com Everybody Hates Chris, tudo acontecendo no Sealab 2021.
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5:50 PM
Tags: the go team
30/07/2007
O Sunset Rubdown sempre cai como uma luva nas mais diversas ocasiões possíveis. Depois de uma noite mal dormida e de ter tirado dois chaveiros do Patrick (que inclusive eu já tinha) no Kinder Ovo edição Bob Esponja, somente um disco esquizofrênico e bizarro como esse poderia salvar o meu dia. Spencer Krug é um dos vocalistas e compositores do Wolf Parade. Se com seu outro grupo ele é mais pop, direto e contido, com o Sunset o canadense não segura seu lado menos convencional. E eu não poderia ter aberto um sorriso maior.
Não sei nem como descrever um álbum como esse. Random Spirit Lover parece dar continuidade ao ótimo Shut Up I Am Dreaming, um dos melhores discos de 2006, e isso não é pouca coisa. A atenção dada às melodias é impressionante, uma vez que os acordes e timbres de teclado são extremamente elaborados. Na minha opinião, as guitarras estão saltando mais aos ouvidos enquanto os vocais mais uma vez são tão preciosos quanto as letras.
Minha dor de cabeça não me deixa continuar com o péssimo texto. Então tchau e até amanhã. (A capa é tão feia que eu me recuso a postá-la aqui).
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Six
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5:23 PM
Tags: spencer krug, sunset rubdown
25/07/2007
Poucas coisas nessa vida se equivalem à música negra feita nas décadas de 50, 60 e 70. Você pega qualquer bandinha dessa época, mesmo as médias, e se surpreende com os timbres de todos os instrumentos, com as vozes maravilhosas e com todo aquele espírito que, sejamos honestos, só os negros conseguem tirar da música. É realmente impressionante como há uma sinceridade muito grande em cada acorde, além da naturalidade que eles têm pra compor.
ABC (1970), o segundo disco lançado pela família Jackson, mostra-se mais que perfeito em seus 40 minutos. É, sem dúvida, um dos grandes clássicos da música de todos os tempos. Muita gente deve conhecer somente os singles do Jackson 5, como “ABC” e “I Want You Back” mas, vá por mim, esse álbum traz uma pérola atrás da outra. Faixas lindas que vão te fazer dançar, cantarolar e assobiar. Michael Jackson, apesar da pouca idade, se apresentava ao mundo como uma das maiores vozes do momento e um frontman de primeira. E essa capa é perfeita, sem comentários.
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5:10 PM
Tags: michael jackson, the jackson 5
24/07/2007
"It all ends in 1999"
Ninguém duvida que os anos 90 marcaram a vida de muita gente, de maneiras muito distintas. Pelo menos no meu caso, não são poucas as coisas que me marcaram. Bandas, desenhos animados, roupas, seu primeiro CD, etc. Mas hoje vou citar uma série de TV que com certeza está no meu Top 5 Coisas Mais Importantes da Vida: As Aventuras de Pete & Pete.
A série foi exibida no meio dos anos 90 na Nickelodeon, canal infantil que, na época, era excelente. Pete & Pete mostrava a vida de dois irmãos ruivos de mesmo nome e as várias situações corriqueiras, porém bizarras, em que eles se metiam. São vários e inesquecíveis os personagens: Ellen, Artie, o homem mais forte do mundo, Mr. Tastee e por aí vai. O misto de simplicidade, ingenuidade e genialidade certamente fizeram de mim uma criança melhor – e mais hiperativa – durante aqueles anos.
Em suas três temporadas, Pete & Pete contou com a participação de vários nomes da música como LL Cool J, Luscious Jackson, Iggy Pop, Michael Stipe e ainda ótimos atores como Steve Buscemi e Janeane Garofalo, entre outros. Não dá pra explicar, em poucas palavras, o que foi essa série e o que ela representa pra mim. Sua trilha sonora, entretanto, resume um pouco do espírito que abraça cada um de seus episódios.
Polaris é a banda que aparece tocando na abertura do programa. Suas músicas aparecem em praticamente todas as situações e são tão importantes como o boné xadrez do Pete mais novo. Poderia descrever o som do grupo como um Velvet Underground dos anos 90 e só por isso você já deveria pegar esse álbum. Sem dúvida é um disco que faz mais sentido pra quem já viu Pete & Pete mas, independente de toda essa nostalgia, são doze ótimas faixas que merecem ser ouvidas.
Abertura do programa, com a música "Hey Sandy", da banda Polaris
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Six
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3:46 PM
Tags: pete and pete, polaris
23/07/2007
Se todos os pássaros fossem, de fato, anarquistas, acho que eles nunca fariam um disco como esse. Na minha ignorância caipira, os pássaros são animais calmos que costumam sobrevoar campos bonitos em busca de todo o tipo de prazer: mental, físico, espiritual. Talvez os pássaros alemães, em sua frieza européia e com suas bochechas rosadas, teriam a capacidade de compor doze faixas e juntá-las num álbum assim, ironicamente intitulado All The Birds Were Anarchists. Sim, eu acho que os pássaros gostam de IDM, assim como os alemães, mas não como os anarquistas, que preferem outros gêneros, imagino eu, na minha ignorância caipira.
Não sei porque esse trio alemão se chama September Collective. Será que três pessoas são suficientes pra formar um coletivo na Alemanha? Será que eles começaram a tocar em setembro? Ou será que qualquer banda formada na Alemanha em setembro é denominada, indiscutivelmente, um coletivo? Não tenho tais respostas. Mas eu gosto desse disco. Também gosto muito de IDM, principalmente no frio quase alemão que nunca faz aqui. O segundo trabalho do trio é perfeito pra um dia chuvoso de trabalho, ou para aquelas pessoas que necessitam de alta concentração para concluir uma tarefa. E assim por diante. No mínimo, se você fosse um pássaro, um anarquista ou ambos, você poderia colocar o September Collective no seu fone de ouvido e sair por aí, voando, em busca da floresta perfeita.
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Six
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4:42 PM
Tags: september collective









