Depois de tempos atrás desse disco, finalmente consegui encontrá-lo pra baixar. Há um bom tempo falei desses californianos aqui no blog. Disse para ficar de olho neles. Não que eles fossem fazer sucesso, não era isso que eu tinha em mente. Eu só imaginava que eles fariam um ótimo disco. Não estava enganado, não no que eu considero um bom álbum. Antarctica Takes It! é um quarteto de Santa Cruz, formado por três garotas e um garoto. Me lembro de ouvir as poucas músicas que eles colocaram em sua página no MySpace e pensar: "porra, que simplicidade e honestidade. Eu queria fazer algo assim de vez em quando".
A verdade é que ninguém precisa ser o Arcade Fire. É desse tipo de coisa que estou falando. Gosto de músicas mal tocadas - no melhor sentido que essa expressão possa ter, se é que me entende. Me sinto bem ouvindo um trompete tímido de vez em quando, um violão meio desafinado, uma bateria meio tosca. De alguma forma, é isso que te tira de onde você está, principalmente se você não quer estar lá. Onde quer que seja. Te tira e te leva pra lugares longínquos como a Antarctica, por exemplo. Por que não?
Ser uma banda twee pode ou não ter alguma coisa a ver com isso, o que não vem ao caso agora. Mas as dez canções de The Pinguin League me fazem lembrar de como é preciso relaxar os músculos do corpo pelo menos uma vez ao dia, da maneira como preferir. Assim sendo, quando eu coloco meu fone de ouvido para ouvir Antarctica Takes It!, me sinto juntando os amigos num sótão empoeirado para vasculhar os baús de nossos pais, à procura de coisas legais que possamos usar e nos inspirar em nosso dia-a-dia.
26/02/2007
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Six
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11:56 AM
22/02/2007
"Acordei hoje por volta das sete e meia, com uma tosse impossível de controlar. Era hora de voltar à rotina."
Assim comecei a escrever este post ontem, mas não terminei por culpa de algo próximo à preguiça. Bom, posso continuar agora, de alguma forma. De qualquer forma. Tanto faz. Estou empolgado com as possibilidades. Quero voltar logo pra casa e assistir Science of Sleep comendo bisnaguinhas com brie e bebendo suco de pêssego.
Imitation Electric Piano é uma banda inglesa liderada por Simon Johns, multi-instrumentista que toca baixo no Stereolab. Blow It Up, Burn It Down, Kick It 'Til It Bleeds, segundo disco da banda, não é genial, mas tem belos momentos. Algumas canções lembram bastante o Stereolab, talvez um pouco mais pop.
Não estou bom com as palavras hoje, mas é sexta-feira! Para alguns o último dia de trabalho da semana, para outros realmente o último dia de trabalho. Que as horas passem voando, porque eu não aguento mais ficar aqui.
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2:53 PM
19/02/2007
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3:15 PM
15/02/2007
Confesso que nunca tinha escutado Brian Eno direito. Confesso, aliás, que nem me lembrava direito do que se tratava. Então ontem, durante o dia, decidi por acaso pegar por aí seu terceiro disco solo, o Another Green World. Um disco lindo, diga-se de passagem, que vale a pena ser postado aqui mais pra frente.
Voltando um pouco no tempo, em minhas conversas musicais com o Leo, amigo e companheiro de banda, algumas vezes falávamos de Eno. Leo sempre falava de como é fanático pelo músico e por sua discografia. Por ter ouvido o Another Green World de tarde, conversamos novamente sobre Eno durante as gravações do álbum da Lulins ontem no estúdio.
Voltei pra casa com duas recomendações: Here Come The Warm Jets e Taking Tiger Moutain (By Strategy), seus dois primeiros trabalhos solo. Fato é que me apaixonei por ambos na primeira audição e me dei conta de uma coisa: o Of Montreal, uma das minhas bandas do coração, jamais existiria se o disco que coloco hoje aqui pra baixar não existisse. Das melodias vocais a instrumentação complexa, Kevin Barnes tem muito de Brian Eno. Here Come The Warm Jets, lançado em 1974, foi gravado em algumas semanas após Brian Eno ter deixado o Roxy Music.
Não tenho dúvidas de que se trata de um clássico inquestionável. Não há muito que dizer, mas posso afirmar com certeza que é uma das coisas mais impressionantes que ouvi na vida, por inúmeros fatores. Um quê proto-punk percorre o disco todo e, ainda que exista muito experimentalismo até mesmo nos menores detalhes, Here Come The Warm Jets é bastante acessível. Incrível como um álbum lançado há mais de 30 anos ainda seja extremamente atual e necessário. Vanguardista da primeira à última música.
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10:57 AM
14/02/2007
13/02/2007
Todos os documentos necessários e importantes devem ser guardados em um envelope pardo bolha. Todos os documentos necessários e importantes foram entregues. Bem, quase todos. E eu quero voltar logo casa e ver os quadros pendurados, quero meu lar. Quero um monte de coisas, quero um disco que seja apenas bom. Que tenha boas canções.
Apesar de uma nota meio ruim no Pitchfork e dessa capa feia, os californianos do The Broken West fizeram um ótimo disco de estréia, chamado I Can't Go On, I'll Go On. Não dá pra negar que algumas faixas nos carregam de volta à esquecida fase Summerteeth do Wilco. Portanto, nada que você já não tenha ouvido antes. E?
Nada. E nada. Como eu disse, eu quero um disco que seja apenas bom. Suficientemente bom. Não precisa ser uma obra-prima como o novo do Dinosaur Jr., mas tem que me emocionar de alguma forma, como o Jeff Tweedy consegue fazer sempre, ou o próprio J. Mascis com seus solos intermináveis. Não gosto de comparações, mas elas são necessárias. E só consigo fazer boas comparações a um disco com doze músicas boas e consistentes como esse.
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4:12 PM
12/02/2007
Não tem como ouvir Stars on the Wall e não lembrar de Neon Golden (2002), a obra-prima do Notwist. O que é um elogio, afinal de contas esse talvez seja o grande culpado por toda a leva de discos indie-pop-eletrônico que surge até hoje, juntamente com o Life Is Full Of Possibilities (2001), do Dntel. Mesmo que você não vá ouvir agora, baixe esse disco e deixe-o guardado para algum domingo como o de ontem. Ouvir Stars on the Wall é como retirar aquela manta xadrez do armário em dias chuvosos e preguiçosos.
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12:03 PM
08/02/2007
Hoje estou tendo um dia ruim. Como há tempos não tinha. Chuva que não acaba mais, roupas molhadas, problemas com o banco, mau humor e assim por diante. Mas tudo bem. Tudo bem porque sempre existem bons discos para ajudar a atravessar dias assim. Os novos e maravilhosos álbuns do Dinosaur Jr., Bill Callahan e Electrelane são excelentes exemplos.
Talvez meu dia poderia ter sido melhor se tivesse sido um pouco mais mecânico, com menos margens para o erro. Assim como são as músicas do Electrelane, um kraut à la Neu! e Faust com um quê Stereolabico, só que um pouco mais pop. No Shouts, No Calls ainda vai demorar pra sair e eu nem consegui achar a capa pra colocar aqui, mas posso dizer que ele me ajudou a esvaziar a cabeça enquanto vinha pro trabalho debaixo de uma tempestade, com as janelas do ônibus fechadas. Baixe esse disco e faça seu tempo passar mais depressa. É o que mais quero hoje, que o tempo passe depressa para que eu possa voltar logo pra casa.
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5:01 PM
07/02/2007

Na minha cabeça, ouvir Maher Shalal Hash Baz é como caminhar por campos de arroz no Japão, em montanhas próximas a rios cheios de peixes e pedrinhas minúsculas. É como ouvir um livro do Murakami. Mais que simplesmente perceber, é como desejar que a vida seja muito mais simples do que é. Ouvir Maher me faz sentir vontade de encher uma cumbuquinha com gohan, sentar num chão de bambu com outros trinta camponeses e aproveitar o breve momento de descanso.
L'Autre Cap, disco novo do mestre japonês Tori Kudo e sua banda Maher Shalal Hash Baz, é mais uma prova de que a simplicidade pode ser genial. Lançado dessa vez pela K Records, Tori junta vinte e sete delicadas músicas que misturam free jazz, folk, twee, indie pop e até um pouco de psicodelia, tudo composto com uma penca de instrumentos de sopro, guitarras desafinadas e vocais tortos, às vezes em inglês mal cantado, às vezes em japonês. Canções inocentes e quase hipnóticas, com uma sensibilidade que geralmente falta ao lado ocidental.
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12:23 PM
05/02/2007
Afinal, um bom disco twee / indie pop tem que ser assim: fazer você querer abandonar seu trabalho, sair por aí de bicicleta com fone nos ouvidos, sentindo a brisa no rosto, o sol ameno com dificuldades de chegar até o chão, as folhas caindo das árvores. Um bom disco twee, no mínimo, tem que te fazer assobiar. E o Loney Dear faz tudo isso muito bem. Quase um presente, com um belo embrulho, pra uma terça-feira estranha como essa.
PS: Se você está cansado do açúcar diário dos posts e discos que encontra por aqui, faça uma visita ao blog novo do Leandro, com o melhor do metal, hardcore e punk pra baixar. Pode confiar que o menino sabe das coisas.
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2:29 PM
04/02/2007
Depois do auto-intutulado e excelente disco de estréia (baixe aqui), o islandês Benni Hemm Hemm volta com Kajak, lançado pelo selo alemão Morr Music. O queridinho de Jens Lekman - que, aliás, vai lançar um 7" com ele cantando em islandês - mais uma vez nos presenteia com treze lindas canções, perfeitas para um fim de sábado, principalmente se você presenciou o calor (quase) insuportável andando de bicicleta por aí.
Alguns podem estranhar a língua, o que, de certa forma, é natural, mas não dá pra negar que os arranjos são pra lá de maravilhosos e bem feitos. Até porque eu, particularmente, não resisto a um bom naipe de metais, presente em praticamente todas as músicas desse disco. Não há um hit como "I Can Love You In A Wheelchair, Baby", mas quem se importa? Simplesmente coloque o disco pra tocar, abra a janela e deixar o vento entrar.
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12:13 AM
02/02/2007

Um, dois, três. Um postzinho especial pro Of Montreal porque hoje é sexta-feira e porque Of Montreal é uma das minhas bandas do coração. Afinal de contas, eles estão em alta. Ganharam um Best New Music do Pitchfork e tudo quanto é blog tem falado desse disco. Antes de mais nada, amo o álbum novo. Mas, se você realmente quer ouvir coisa boa deles, baixe o Gay Parade, a obra-prima suprema, e o Satanic Panic in the Attic, também impecável. Hoje, entretanto, vou postar um EP novo e alguns 7" esgotados que foram vendidos apenas em shows. Nerdice total, eu sei.
A primeira capa aí em cima é do EP Icons, Abstract Thee, lançado em 2007. São cinco músicas que não entraram no Hissing Fauna. Todas perfeitas, óbvio. Seguem a linha do disco novo, mas nem tanto assim, já que algumas nem são tão eletrônicas e duas são praticamente acústicas. "Du Og Meg", a primeira delas, é um hit absurdo. "No Conclusion", que fecha o EP, mostra uma angústia esquizofrênica de quem acaba de se divorciar. Microuniversity saiu em 2006 em sete polegadas, vendido somente na turnê da banda, trazendo duas músicas inéditas. O 7" de She's a Rejector, música presente no Hissing Fauna, traz a inédita e curtinha "Little Rock".


The Gladiator Nightstick Collection é uma coletânea das músicas da banda até 2004. Não digo que são as melhores, mas tem muita coisa boa pra quem quer conhecer o Of Montreal pré-fase-eletrônica. O mais bizarro é ter saído só em vinil, mas tudo bem. Voltaic Crusher / Undrum To Muted Da é outro 7" vendido nos shows, com duas faixas inéditas. Por fim, "Psychotic Feeling" saiu na coletânea What To Do With Everything, da Polyvinyl. Coloquei só essa faixa pra baixar aí.
Ficar ouvindo tudo separado dá a maior preguiça. Então o melhor é juntar todas as canções desses disquinhos e do EP (excluindo a coletânea) pra ter um álbum foda, com 12 músicas. Fã nenhum iria botar defeito. Ou nerd nenhum. Pra completar, entre no site do David Barnes, irmão do Kevin (compositor do Of Montreal), que faz desenhos maravilhosos - incluindo todas as capas da banda. Esse post poderia ter ficado melhor, eu sei, mas estou com preguiça. Eu estou sempre com preguiça. Tchau, vai dançar ouvindo Of Montreal, vai.
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Six
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12:11 PM








